Você sabe o que é DNS e como funciona?

Você sabe o que é DNS e como funciona?

Imagine um brasileiro que tenha se mudado recentemente para La Plata, na Argentina. Lá, as ruas e os ônibus são classificados por números. Ou seja, para chegar a um lugar desconhecido, é preciso memorizar os números do ônibus, das ruas e do imóvel. Acontece que temos dificuldades para gravar tantos números. Resultado: ele se perde frequentemente.

Bom, foi justamente para você não se perder na internet como esse brasileiro que acaba de chegar a La Plata que foi criado o Domain Name System (DNS). Mas o que é DNS? É um sistema que traduz os endereços Internet Protocol (IP) da internet em nomes amigáveis para um ser humano.

Você vai concordar conosco que é mais fácil memorizar melhorhospedagemdesites.com do que uma sequência de números e pontos como 104.28.19.49, certo? Diante disso, uma pergunta válida seria: por que os endereços do protocolo de comunicação da internet, os IPs, são números e não nomes? Porque, para as máquinas, é exatamente o inverso. Elas se comunicam melhor com números do que com textos.

E como nosso DNA, cada domínio/IP é único no mundo todo. E quem faz esse gerenciamento é a organização sem fins lucrativos Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), localizada nos Estados Unidos.

Pausa para uma curiosidade: o padrão IPv4 permite 4,3 bilhões de endereços IPs únicos, enquanto que o atual, o IPv6, suporta 340 undecilhões (1 undecilhão = 10^36) endereços exclusivos. Talvez seja o suficiente, não? Siga conosco para entender melhor como o DNS funciona!

Servidores DNS

Existem servidores específicos para executar o sistema de gerenciamento de nomes DNS. São 13 os principais no mundo todo, e, sem eles, a internet como conhecemos não seria possível.

O que é DNS - Servidores DNS

Nesse sentido, são responsáveis por examinar e atualizar um banco de dados com os domínios e seus respectivos IPs. Dessa forma, toda vez que você digita um endereço na barra de navegação, o servidor DNS primeiro busca o IP correspondente e, depois de encontrar, redireciona você para o servidor no qual o site está hospedado.

Experimente digitar um endereço fictício no navegador. Você vai se deparar com a seguinte frase: “Não foi possível encontrar o endereço DNS do servidor de enderecodigitado.com”. Isso se deve ao fato de não haver um IP relacionado ao domínio em questão, e portanto, esse lugar não existe.

Vale ressaltar, no entanto, que toda vez que um domínio aponta com sucesso para um endereço IP, essa informação é armazenada na memória, conhecida como cache DNS local. Sendo assim, quando você volta a digitar o mesmo endereço na barra do navegador, ele primeiro tentará identificar o IP correspondente por meio do cache local. Esse atalho torna a busca pelo IP mais rápida.

Por outro lado, quando há uma modificação nas configurações de apontamento do domínio, pode haver um erro de DNS, pois as informações armazenadas no cache local passam a ficar obsoletas.

Para resolver esse problema, caso não queira esperar pela atualização automática, basta fazer uma limpeza no cache. É bem simples. Abra a janela executar por meio do atalho “Windows + R”, digite “cmd” e pressione enter para abrir o prompt de comando. Feito isso, digite “ipconfig/flushdns” e pressione enter. Na tela, aparecerá a mensagem “Liberação do Cache do DNS Resolver bem-sucedida”. Pronto: cache liberado!

Distribuição e hierarquia

Pense conosco: se houvesse uma única lista com os pares de nomes e IPs em um único servidor, qualquer problema na conexão com essa lista desligaria a internet no planeta. E sendo apenas uma única lista, os problemas seriam recorrentes, pois o servidor não daria conta do volume de tráfego de toda a internet. E mesmo quando funcionasse, os usuários geograficamente distantes do servidor sofreriam com atrasos das requisições DNS.

O que é DNS? - Hierarquia DNS

A solução para esses impasses foi criar uma base de dados distribuída e hierárquica. Para isso, dividiram os servidores DNS em três tipos: raiz, domínio de alto nível e com autoridade.

Os do tipo raiz — no topo da hierarquia — são os 13 mencionados anteriormente. Sua função é indicar o servidor de domínio de alto nível correspondente ao pedido feito pelo usuário.

Domínio de alto nível (top-domain-level) é o nome mais à direita do domínio, como .com, .gov, .edu, .org, .net. Sendo assim, um servidor responsável pelo domínio de alto nível .gov conhece os servidores que abrigam os IPs correspondentes aos domínios das organizações governamentais.

Por último, estão os servidores com autoridade. Como o nome diz, esse tipo de servidor tem autoridade sobre uma série de domínios. Quando ele é requisitado, devolve a lista de servidores que hospedam o site. Essa árvore de servidores — com ramos distribuídos e hierárquicos — evita que uma falha em um servidor inviabilize a conexão da rede.

Tipos de Registros DNS

Tipos de Registros DNS

Quando temos que configurar o DNS de um domínio, ocorre de ficarmos em dúvida sobre os tipos de registros. Vamos entender cada um deles para acabar com essa dúvida de uma vez:

  • A: estabelece a conexão direta entre um domínio ou subdomínio a um endereço IP;
  • AAAA: executa a mesma função que o registro de tipo A, mas para endereços IPv6, que (como foi citado na introdução) suporta 340 undecilhões de IPs exclusivos;
  • CNAME: o Canonical Name (CNAME) é um tipo de DNS que especifica um alias (apelido) que redireciona para outro domínio;
  • NS: o DNS do tipo Name Server (NS) é o mais comum. Ele é o responsável por indicar servidores DNS que respondem pelo domínio ou subdomínio de um site. Normalmente, aparece no seguinte formato: ns1.meuservidor.com;
  • MX: o registro DNS Mail eXchander aponta para o servidor de e-mails. O diferencial desse tipo de registro é que ele permite especificar uma lista hierárquica de endereços para que haja alternativas caso um e-mail não seja entregue;
  • PTR: o PoinTer é um tipo de DNS que faz o apontamento reverso, a partir de um endereço de IP para um domínio;
  • SOA: o DNS SOA identifica o servidor responsável pelo domínio e define as características de uma Zona de DNS;
  • SRV: o registro SeRVice (SRV) identifica nome, protocolo e porta do servidor para localizar serviços específicos do seu domínio;
  • SPF: o DNS do tipo Sender Policy Framework (SPF) é utilizado para verificar o servidor de e-mail. Muito utilizado para evitar fraudes e spam;
  • TXT: o registro TXT, como o nome sugere, contém informações textuais que podem ser adicionadas ao seu domínio.

Como alterar o DNS do seu domínio

Agora que está claro a importância e funcionamento do DNS, vamos a um exemplo prático: configurar o apontamento do DNS do seu domínio. Quando o domínio está hospedado em um servidor e os arquivos do seu site em outro, é necessário avisar ao servidor do domínio onde seu site está localizado. Para isso, basta seguir dois passos simples.

1. Descubra os nameservers da sua hospedagem

Descubra quais são os name servers DNS do servidor do seu site. Dependendo do serviço de hospedagem, você terá recebido essas informações por e-mail, ou elas podem estar no painel de controle. Em último caso, basta entrar em contato com o suporte técnico para solicitar as informações. Deve ser algo semelhante a ns1.meuservidor.com e ns2.meuservidor.com.

2. Altere os nameservers no painel de domínio

No painel de configurações do servidor no qual seu domínio está registrado, busque pelas opções para alterar DNS. Substitua os DNS atuais pelos da hospedagem do seu site. Clique em salvar e pronto.

Você pode conferir nosso guia de como alterar o DNS do domínio com imagens para mais detalhes do processo.

Uma vez feito isso, espere entre 24h a 48h para que as novas informações se propaguem pelos servidores de DNS para fazer o apontamento correto para a localização do seu site. Pronto! Agora você já sabe o que é DNS e está preparado para configurar seus domínios com mais propriedade.

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