Pesquisa WHOIS: entenda como funciona

  • Última atualização: 4 de julho de 20184 de julho de 2018 por
  • Redação
Pesquisa WHOIS

No mundo temos mais de 1 bilhão de sites na internet. Só no Brasil a quantidade de domínios registrados ultrapassa a casa de 3.8 milhões de endereços, dos quais mais 82% recebem o sufixo .br. Nessas plataformas, os formatos e conteúdos variam de acordo com os interesses, as regiões. Mas, apesar do grande volume, todos eles estão catalogados e podem ser encontrados via pesquisa whois.

Se você nunca ouviu falar no termo “páginas amarelas”, saiba que a ideia da pesquisa whois é um pouco parecida com esse modelo de busca que, na verdade, consiste em um catálogo de contatos. Por meio dele é possível encontrar nomes, números de telefone, endereços, — enfim, nessa lista encontramos dados variados, seja de pessoas jurídicas ou não.

Ficou interessado em descobrir como e quando usar esse tipo de ferramenta? Neste artigo falaremos um pouco do conceito e ainda destacaremos como e quando ela deve ser usada. Vamos lá?

O que é pesquisa whois?

Trata-se do registro Transmission Control Protocol (TCP) ou controle de permissão público que reúne informações relacionadas aos domínios, cuja finalidade consiste em identificar os donos de um site. Ou seja, todos os dados atrelados à página — como CPF ou CNPJ, por exemplo —, ficam reunidos nesse complexo de informações.

Normalmente, as pessoas, o governo e as organizações que precisam registrar um domínio buscam o auxílio de empresas credenciadas junto à ICANN, que é a entidade que regulamenta isso na internet. Dessa forma, assim que a inscrição é realizada, os dados coletados são transferidos para o banco de informações whois.

A título de curiosidade, o whois foi criado no período da Guerra Fria, quando a internet era conhecida por ARPANET. No fim da década de 60, o departamento de defesa dos EUA precisava de um mecanismo de comunicação seguro, que não fosse afetado por bombardeios.

Daí nasceu esse modelo embrionário, que foi aprimorado ao longo dos anos e, no início da década de 80, resultou no protocolo que estabelecia limitações para os integrantes da ARPANET.

No começo, apenas os usuários do sistema tinham acesso aos dados. Contudo, as coisas mudaram um pouco com a popularização do “www”, pois na década de 90 outras pessoas já podiam ter acesso à internet. Por isso, próximo ao ano 2000, a ICANN assumiu o papel de reguladora e mantenedora do protocolo whois.

Quais informações ficam disponíveis?

A sigla remete à expressão “who is”, que na tradução para o português quer dizer: “quem é”. Nessa estrutura encontramos referências como:

  • informações do detentor do domínio (administrativo);
  • DNS de direcionamento do domínio (técnico);
  • data de criação e vencimento do registro (cobrança).

Em outras palavras, tudo isso fica visível para o público geral. Contudo, algumas empresas fora do Brasil concedem whois privado. Isso quer dizer que, se o proprietário do domínio pagar por esse tipo de serviço, ele poderá manter as informações fora do alcance de pessoas não autorizadas.

É importante esclarecer que, em função da legislação vigente de cada país, isso tende a variar. No Brasil, por exemplo, endereços e números de telefone de registros de pessoas físicas não são expostos publicamente.

Para que serve o whois?

Como o próprio termo sugere, a pesquisa whois em geral serve para encontrar dados de interesse que estão expostos em uma grande rede de informações. Ou seja, com esse tipo de busca você consegue saber se o registro está ativo ou não. Mas ela também é bastante útil na hora de:

  • verificar a disponibilidade de um domínio;
  • combater spam  e fraudes;
  • manter o direito de uso do proprietário;
  • identificar violações atreladas às marcas registras.

Nesse caso, é muito importante que o proprietário assegure a veracidade do conteúdo disponibilizado, uma vez que os domínios das referências incompletas ou incorretas correm o risco de ser congelados.

Além disso, o mecanismo é fundamental para identificar possíveis atividades irregulares ou fraudes. Inclusive, a ICANN autoriza os usuários de internet a fazer reclamações nesse sentido, caso o registro de domínio na whois se enquadre nesses parâmetros.

Entenda o seguinte: nesse contexto, os administradores têm em mãos o poder de rastrear os solicitantes que estão associados a programas de phishing ou publicam informações ilegais. Sabendo disso, a ICANN protege os candidatos de registro desse tipo de prática, impedindo a utilização de listagens whois para fins de spam ou marketing.

Como utilizar o whois?

É importante ressaltar que não há uma base centralizada de dados para realizar esse tipo de consulta. Normalmente, a busca pode ser feita em diversos sites, como os da GoDaddy ou do próprio ICANN.

Além de gratuito e público, o processo também é bem simples e didático, porque ao digitar o nome do domínio no campo estipulado, você consegue ter acesso às informações. O melhor de tudo é que não há necessidade de emitir algum tipo de solicitação especial, tampouco requerer senha.

Como ocultar as informações dessa ferramenta?

A privacidade é um dos assuntos relevantes quando falamos de proprietários de sites, pois o fato de as informações ficarem à disposição de qualquer pessoa gera insegurança.

Por isso, antes de qualquer coisa, para não ter dores de cabeça no futuro é fundamental observar os itens dispostos na política de privacidade, pois é por meio desse documento que você fica sabendo dos critérios aplicados, bem como os tópicos que ficam visíveis ou não.

No entanto, a ocultação de dados não é disponibilizada para todos os perfis. Sendo assim, é muito importante consultar se a empresa contratada oferece o domínio confidencial.

Geralmente, ao realizar o login nessas plataformas você encontra o menu de configuração de domínio. Dessa forma, é só acessar as informações correspondentes para adicionar ou tornar privadas as informações. Porém, esse tipo de serviço gera um custo adicional.

No caso de domínios internacionais, o processo não é muito diferente. Na plataforma UOL Host, por exemplo, assim que o usuário acessa o painel do cliente, ele passa a ter acesso ao conteúdo correspondente.

A pesquisa whois, além de gratuita, favorece sobremaneira a quem está em busca de dados sobre determinados domínios. Por outro lado, os contratantes não contam uma norma específica de privacidade para todos, o que acaba gerando controvérsias. A boa notícia é que desde 2014 a ICANN busca por medidas para melhorar isso. Então, é preciso torcer para essas intervenções avancem.

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